sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Os Melhores Livros de todos os tempos

Por: Genialmente Louco

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Para se chegar ao resultado fizemos uma compilação de listas publicadas por jornais, revistas e sites especializados em listas, mercado editorial e livros. O objetivo da pesquisa era identificar, baseado nestas listas, quais eram os melhores livros da história da literatura. Algumas das listas pesquisadas incluíam apenas romances, outras — livros não ficcionais. Algumas traziam apenas obras do século 20, outras — obras seminais, formadoras da cultural ocidental. Após a seleção das listas, criamos uma base de dados para que todos os livros fossem pontuados igualmente independentemente do gênero ou período em que foi escrito.

Obviamente que listas são sempre incompletas, idiossincráticas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião — que é a base de todas as listas —, é algo individual. De qualquer forma, os livros selecionados, se não são unanimidades entre as publicações pesquisadas (e possivelmente não serão entre os leitores), são referências incontestes da grandeza e importância da literatura para a humanidade.

O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo, antes é apenas um reflexo da paixão de leitores e críticos que ajudaram a construir, com suas opiniões, um vasto guia literário que percorre mais de 2 mil anos de história. As sinopses são das respectivas editoras.

1 — Dom Quixote, Miguel de Cervantes, 1605

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“Dom Quixote de La Mancha não tem outros inimigos além dos que povoam sua mente enlouquecida. Seu cavalo não é um alazão imponente, seu escudeiro é um simples camponês da vizinhança e ele próprio foi ordenado cavaleiro por um estalajadeiro. Para completar, o narrador da história afirma se tratar de um relato de segunda mão, escrito pelo historiador árabe Cide Hamete Benengeli, e que seu trabalho se resume a compilar informações. Não é preciso avançar muito na leitura para perceber que ‘Dom Quixote’ é bem diferente das novelas de cavalaria tradicionais — um gênero muito cultuado na Espanha do início do século 17, apesar de tratar de uma instituição que já não existia havia muito tempo. A história do fidalgo que perde o juízo e parte pelo país para lutar em nome da justiça contém elementos que iriam dar início à tradição do romance moderno — como o humor, as digressões e reflexões de toda ordem, a oralidade nas falas, a metalinguagem — e marcariam o fim da Idade Média na literatura.”

 

2 — Guerra e Paz, Liev Tolstói, 1869

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“‘Milhões de pessoas praticaram, umas contra as outras, uma quantidade tão inumerável de crimes, embustes, traições, roubos, fraudes, falsificações de dinheiro, pilhagens, incêndios e assassinatos, como não se encontra nos autos de todos os tribunais do mundo em séculos inteiros. O que produziu tal acontecimento extraordinário?’. Empenhado em responder a esta pergunta, através da busca pela verdade histórica dos fatos, e em argumentar com os historiadores de sua época, que no seu entender resumiam os acontecimentos nas ações de algumas figuras poderosas, Liev Tolstói escreveu um dos maiores romances da literatura mundial. ‘Guerra e Paz’ descreve a campanha de Napoleão Bonaparte na Rússia e estende-se até o ano de 1820. Baseado em meticulosa e exaustiva pesquisa — com fontes que vão dos estudos do francês Adolphe Thiers e do russo Mikháilovski-Danílevsk a testemunhos orais —, Tolstói reconta os episódios que culminaram na derrota francesa e retrata, à sua maneira, personagens reais, como o próprio Napoleão e uma série de comandantes militares. ”

 

3 — A Montanha Mágica, Thomas Mann, 1924

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“Neste clássico da literatura alemã, Mann renova a tradição do Bildungsroman — o romance de formação — a partir da trajetória do jovem engenheiro Hans Castorp. Durante uma inesperada estadia em um sanatório para tuberculosos, Hans relaciona-se com uma miríade de personagens enfermos que encarnam os conflitos espirituais e ideológicos que antecedem a Primeira Guerra Mundial. Um dos grandes testamentos literários do século 20 e uma das obras inesgotáveis da ficção ocidental. ”

 

4 — Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967

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“‘Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer a fábrica de gelo’… Com essa frase antológica, García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura de 1982, introduz a fantástica Macondo, um vilarejo situado em algum recanto do imaginário caribenho, e a saga dos Buendia, cujo patriarca, Aureliano, fez 32 guerras civis… e perdeu todas. García Márquez já despontava como um dos mais importantes escritores latino-americanos, no início da década de 1970, quando ‘Cem Anos de Solidão’ começou a ganhar público no Brasil. O livro causou enorme impacto. Na época, o continente estava pontilhado de ditaduras. Havia um sentimento geral de opressão e de impotência. Então, essa narrativa em tom quase mítico, em que o tempo perde o caminho, em que os episódios testemunhados e vividos acabam se incorporando às lendas populares, evoca nos leitores uma liberdade imemorial, que não pode ser arrebatada. E tão presente. Tão familiar e necessária. ”

 

5 — Ulisses, James Joyce, 1922

James Joyce

“Um homem sai de casa pela manhã, cumpre com as tarefas do dia e, pela noite, retorna ao lar. Foi em torno desse esqueleto enganosamente simples, quase banal, que James Joyce elaborou o que veio a ser o grande romance do século 20. Inspirado na ‘Odisseia’, de Homero, ‘Ulysses’ é ambientado em Dublin, e narra as aventuras de Leopold Bloom e seu amigo Stephen Dedalus ao longo do dia 16 de junho de 1904. Tal como o Ulisses homérico, Bloom precisa superar numerosos obstáculos e tentações até retornar ao apartamento na rua Eccles, onde sua mulher, Molly, o espera. Para criar esse personagem, Joyce misturou numerosos estilos e referências culturais, num caleidoscópio de vozes que tem desafiado gerações de leitores e estudiosos ao redor do mundo. O culto em torno de ‘Ulysses’ teve início antes mesmo de sua publicação em livro, quando trechos do romance começaram a aparecer num jornal literário dos EUA. Por conta dessas passagens, ‘Ulysses’ foi banido nos Estados Unidos, numa acusação de obscenidade, dando início a uma longa pendenga legal, que seria resolvida apenas 11 anos depois, com a liberação do romance em solo americano. ”

 

6 — Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust, 1913

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“Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: ‘O Caminho de Swann’, ‘À Sombra das Raparigas em Flor’, ‘O Caminho de Guermantes’, ‘Sodoma e Gomorra’, ‘A Prisioneira’, ‘A Fugitiva’ e ‘O Tempo Redescoberto’. São dezenas de personagens que se cruzam em histórias de amor, ciúmes e inveja, na França da Belle Époque. A narrativa vai passando do detalhe ao painel e do painel ao detalhe sem projeções definidas, num constante reajuste de tudo aquilo que nunca será perfeitamente ajustado. A obra é um retrato da sociedade de uma época, um mergulho no universo da burguesia francesa que permite que o leitor sinta as divergências entre nobres e burgueses. ”

 

7 — A Divina Comédia, Dante Alighieri, 1321

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“Texto fundador da língua italiana, súmula da cosmovisão de toda uma época, monumento poético de rigor e beleza, obra magna da literatura universal. É fato que a ‘Comédia’ merece esses e muitos outros adjetivos de louvor, incluindo o “divina” que Boccaccio lhe deu já no século 14. Mas também é certo que, como bom clássico, este livro reserva a cada novo leitor a prazerosa surpresa de renascer revigorado, como vem fazendo de geração em geração há quase 700 anos.”

 

8 — O Homem sem Qualidades, Robert Musil, 1930-1943

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“Nesta que é considerada uma das obras literárias mais importantes do século 20, o autor Robert Musil tece uma intrincada trama centralizada em Ulrich. O personagem principal vive diversas experiências, viaja ao exterior e, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, retorna a Viena. Também, convive com os mais diversos tipos humanos, matéria de que se ocupa boa parte do livro. Esta obra de difícil classificação mostra, sobretudo, a decadência dos valores vigentes até o início do século 20, marcando a perda de posição da Europa na decisão dos rumos políticos e econômicos mundiais.”

 

9 — O Processo, Franz Kafka, 1925

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“A história de Josef K. atravessa os anos sem perder nada do seu vigor. Ao contrário, a banalização da violência irracional no século 20 acrescentou a ela o fascínio dos romances realistas. Na sua luta para descobrir por que o acusam, por quem é acusado e que lei ampara a acusação, K. defronta permanentemente com a impossibilidade de escolher um caminho que lhe pareça sensato ou lógico, pois o processo de que é vítima segue leis próprias: as leis do arbítrio.”

 

10 — O Som e a Fúria, William Faulkner, 1929

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“Este romance, finalizado em 1929, marca o início da chamada ‘segunda fase’ da carreira de William Faulkner e é considerado sua obra mais importante. Vinte anos depois, o autor se consagraria definitivamente, ao receber o Prêmio Nobel de Literatura. O ambiente da escritura de Faulkner é o sul dos Estados Unidos, escravocrata e derrotado na Guerra da Secessão. O som e a fúria narra a agonia de uma família da velha aristocracia sulista, os Compson, entre os dias 2 de julho de 1910 e 8 de abril de 1928. Um apêndice, acrescentado pelo escritor em 1946, fornece outras informações sobre a história dos Compson entre 1699 e 1945. Assim, é possível afirmar que o grande personagem desta obra-prima é o tempo, o que lhe confere interesse universal.”

 

11 — Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski, 1866

12 — Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813

13 — Anna Kariênina, Liev Tolstói, 1877

14 — Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa (1956)

15 — O Leopardo, Tomasi di Lampedusa, 1958

16 — Édipo Rei, Sófocles, 427 a.c.

17 — 1984, George Orwell, 1949

18 — O Castelo, Franz Kafka, 1926

19 — As Asas da Pomba, Henry James, 1902

20 — Ilíada e Odisseia, Homero, século 8 a.c.

21 — A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, Laurence Sterne, 1759

22 — Doutor Fausto, Thomas Mann, 1947

23 — Lolita, Vladímir Nabókov, 1955

24 — Enquanto Agonizo, William Faulkner, 1930

25 — A Morte de Virgílio, Hermann Broch, 1945

26 — Os Lusíadas, Luís de Camões, 1572

27 — O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952

28 — Hamlet, William Shakespeare, 1603

29 — Finnegans Wake, James Joyce, 1939

30 — Rumo ao Farol, Virginia Woolf, 1927

31 — Pedro Páramo, Juan Rulfo, 1955

32 — As Três Irmãs, Anton Tchekhov, 1901

33 — Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev, 1862

34 — Contos da Cantuária, Geoffrey Chaucer, século 15

35 — As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift, 1726

36 — Folhas de Relva, Walt Whitman, 1855

37 — Middlemarch, George Eliot, 1874

38 — O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger, 1951

39 — O Lobo da Estepe, Herman Hesse, 1927

40 — O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald, 1925

41 — A Peste, Albert Camus, 1947

42 — O Mestre e Margarida, Mikhail Bulgákov, 1940

43 — As Vinhas da Ira, John Steinbeck, 1939

44 — Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar, 1951

45 — Paralelo 42, John dos Passos, 1930

46 — Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932

47 — O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar, 1963

48 — A Náusea, Jean-Paul Sartre, 1938

49 — A Invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares, 1940

50 — Memorial do Convento, José Saramago, 1982

 

Fonte: Carlos Willian Leite/Revista Bula.

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Sobre o autor

Genialmente Louco

“Loucos são apenas os significados não compartilhados. A loucura não é loucura quando compartilhada.” Zygmunt Bauman.

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