sábado, 22 de abril de 2017

Sinto informar, mas a BALEIA não tem culpa alguma

Por: Ana Santana

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Não é o jogo. Não é a baleia. É a depressão.

Mas foi preciso que esse gatilho fosse dado para vir à tona um assunto que deve ser debatido nas escolas, conversado em casa, na roda entre amigos, no natal com aquela tia chata e com aquele primo que a família puxa o saco. É assunto para ser falado na mesa do bar, na fila do supermercado e da lotérica. É assunto para ser conversado entre irmãos, pais e namorados. É assunto para ser fofocado entre os vizinhos e enquanto se espera o ônibus com aquele desconhecido. No jornal, revista e novela. Por todos os lados, por todas as pessoas. Não como uma forma de banalizar, entenda bem o que eu falo. Mas como uma forma de quebrar tabus. Como uma forma de informar e deixar todos cientes da seriedade da questão.

Não é o jogo, é a doença. É a ausência de vida em um corpo que o coração pulsa apulso. Não é o jogo, é a venda nos olhos da sociedade. Não é o jogo, são os pais ausentes que preferem uma tela de celular do que conversar e perguntar sobre o dia do filho. Não é o jogo, é o pensamento de que a adolescência é a fase da “aborrecência” mesmo e vai passar. Não é o jogo, é ouvir que é frescura e preguiça e ser intimidado ao procurar ajuda.

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Eu sinto te informar, mas não é a baleia, tampouco a cor dela, o problema não está no jogo não. Está na gente. Está na sociedade. Está na visão de que são fases. Mas não são. Não vai passar. Podem acabar com o jogo, prender os criadores e proibir os filhos de terem qualquer acesso a ele. PORQUE O PROBLEMA É A DEPRESSÃO. O jogo só está colocando na visão o que muita gente insiste em não querer enxergar.

Precisamos falar sobre. Precisamos quebrar o tabu, o medo, o desconforto. Nossas crianças estão adoecendo. Nossos adolescentes estão morrendo. Nós estamos sofrendo. Precisamos tirar essas vendas dos olhos e essas mãos das bocas. Depressão surge para qualquer um, mas não é qualquer um que consegue superar. É preciso ajuda PROFISSIONAL. Precisamos falar, debater e informar. Essa onda avassaladora desse jogo, vai passar. Mas o problema real continuará, pelo simples fato de que o problema não é ele, é a doença. Simples assim. Ou nem tanto, né…

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Sobre o autor

Ana Santana

Pernambucana por naturalidade, baiana por amor, estudante de psicologia, intensa, indecisa e escorpiana. Escrever é fazer minha alma respirar e meu coração suspirar.

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