domingo, 30 de abril de 2017

O que você vê?

Por: Lucas S. Ferreira

post

O que você vê quando acorda de manhã? O que vê quando toma o café ou enquanto segue para o trabalho?

O que vê quando pede uma pizza e ela não chega nunca? O que vê quando deita sua cabeça no travesseiro depois de um dia difícil de engolir?

Resumindo grande parte da psicologia cognitiva, podemos dizer que ela nos ensina a ver as coisas de maneira diferentes. Ou pelo menos tenta.

Afinal depende de como vemos a psicologia cognitiva também.

Tudo no fim é uma questão de ponto de vista, apesar deste ser um conselho batido, mas não desenvolvido claramente.

Como eu tenho visto as coisas? Ou melhor, como eu tenho interpretado as coisas?

Se tudo é relativo, qual é o meu relativo?

Se eu vejo que o meu caminho está cheio de buracos eu não encontro tempo para enxergar os lugares por onde eu posso passar com mais facilidade.

Se perco o meu amor e me despedaço em lágrimas por tempo demais não encontro brechas pra ver que tudo na verdade pode ter sido a melhor coisa que me aconteceu.

Se perco meu emprego, por que vou reclamar se isso me possibilita conhecer uma nova cidade, novas pessoas e possivelmente começar uma nova história?!

Meu celular se estilhaçou no chão, posso me estressar e me desesperar ou posso enxergar coisas que estavam a minha volta e que aquela tela brilhante não me deixava enxergar.

Posso me entristecer demais pelo fardo que tenho que carregar ou posso assumir a tarefa de não querer carregá-lo mais e me dar a chance de viver para mim mesmo e não mais para aquilo que os outros pensam.

O fim pode chegar, no entanto ele sempre traz a possibilidade de que venha a parte 2.

O que vejo? O que você vê? O que você interpreta?

Somos cheios de pensamentos automáticos que nos vem a mente nas mais diversas situações nos dizendo inconscientemente de que maneira temos que pensar, agir e sentir, dependendo de cada coisa que nos acontece.

Sem querer nos programamos para pensar de determinada maneira.

Identifique seus pensamentos automáticos a cada momento que algo te atingir, e você sente que é obrigado a agir de determinada maneira, porque simplesmente acha que é o certo.

E muitas vezes o modo que aprendemos a agir e a ver as coisas é o modo mais sofrido, mais penoso… mais pesado.

Ai você diz que aprendeu a ser assim, que isso faz parte da sua personalidade e que agora depois de tanto tempo nada pode mudar o que você sente, nada pode mudar o que você vive por dentro.

A própria atitude de pensar dessa forma já enterra você numa terra infértil.

Nada mais vai nascer ali, porque você não vê mais nada além da pedra que você se tornou.

Dia a dia é novo, ele só se repete para avisar que começou e depois para sussurrar que terminou, o que acontece entre as duas pontas é você quem decide.

A psicologia cognitiva te ensina a ter uma nova visão sobre as coisas, uma nova reinterpretação de sua vida. A criação de uma nova versão de si.

No entanto eu preciso me olhar. Me olhar no espelho e me perguntar:

O que você vê?

Essa pergunta tem que ser minha, tem que ser de mim para mim em todos os sentidos, vinda de todas as direções.

Preciso ver, me ver, me perceber e ser visto.

Reinterprete a si mesmo…

E aí, o que você vê?

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on TumblrPin on PinterestEmail this to someone
Sobre o autor

Lucas S. Ferreira

Mineiro, Psicólogo por formação, escritor por insistência, desenhista por hobbie e pianista por não ter mais o que fazer!

COMENTÁRIOS

BUSCAR

facebook instagram twitter youtube

Tem uma sugestão?

Indique um post!

NEWSLETTER