quinta-feira, 11 de maio de 2017

A Construção do Mundo por meio da Linguagem segundo Berkeley e Wittgenstein

Por: Geylson Rayonne Cavalcante

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Escrever sobre o mundo não é escrever sobre a vida. As nossas representações da realidade são condicionadas pelas imagens que constroem a existência. Na filosofia de Platão, encontramos, de maneira explicita a separação de mundos entre o real e o ideal, esse modelo é quase que hereditário, pois religiões como o cristianismo adotaram esta forma de diferenciar o material do ilusório.

A adequação desse pensar está ultrapassada. Ora, separar aquilo que é transitório chega a ser desonesto. Como, então, encarar a realidade que nos cerca? Somos infinitos? Há outra vida nos esperando? Existe outra realidade? O mundo é único? De que adianta as experiências? O destino é uma via de mão dupla? Devemos transvalorar? Perguntas e mais perguntas. Não há respostas, só problemas.

Em seu Tratado de Filosofia, o filósofo austríaco Ludwig Von Wittgenstein (1889-1951) tenta inserir no pensamento moderno a ideia de que o mundo é constituído de fatos. Explico: para ele, somente através da lógica é que podemos investigar a totalidade dos eventos. Como é que você sabe que você é você? Esqueça a noção de subjetividade. Eu sei o que eu sou porque fui construído por fatos, estes, por sua vez, são identificáveis por meio da linguagem. Assevera que parece, por assim dizer, acidental que à coisa, que poderia subsistir sozinha e para si, viesse ajus-tar-se em seguida uma situação. O argumento é forte. O mundo não é estanque, logo, sua transitoriedade fará com que a linguagem defina as fronteiras do universo.

Hodiernamente, os conceitos é que dão margem ao existir, ou seja, você só identifica uma cadeira como cadeira porque o que a conceitua é uma palavra, mas, sua existência é desprovida de sentidos. Ao contrário do que ocorre com seres humanos, pois estes procuram sentir a totalidade do mundo através da percepção. Para o filósofo George Berkeley (1685-1753) a problemática gira em torno da luz. O mundo não é o mundo, o mundo é o reflexo do que a minha percepção entende ser o mundo, e eu só consigo perceber o mundo através da luz que reflete uma parte do universo, isto é, estamos inseridos em realidades distintas, contraditórias entre si e ligadas pela natureza. A tua percepção só alcança aquilo que a luz que reflete o universo te possibilita alcançar.

Vejam que não há respostas palpáveis para indagações que envolvem os contextos do existir, tudo é passível de problematização e na tentativa de solucionar tais questões, surgem novas complicações e a própria ideia de existência acaba nos escapando pelas mãos. As certezas são perigosas.

O que a filosofia desses dois pensadores nos ensina é que, apesar de não entendermos sobre o que vem a nos constituir como fenômeno e matéria, estamos destinados a transitoriedade, que investigar esse fluxo perpétuo de continuidade do mundo é uma tarefa difícil, pois linguagem e percepção andam juntas e, sem elas, não existiríamos. A vida não é um fato, é uma oscilação entre o tempo e o universo. Sendo assim, somos finitos, logo, deixaremos de ser matéria e voltaremos ao vazio do espaço. Difícil de entender. Triste de aceitar.

Deseja evitar tudo isso? Reinvente-se. Coloque em prática todos os teus entendimentos, realize suas metas, ame o que você tem, não ame o que você não possui, encare o mundo e o universo de peito aberto, seja um gigante, deixe sua marca na existência daqueles que te admiram.

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Sobre o autor

Geylson Rayonne Cavalcante

Um substrato do universo.

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