domingo, 28 de maio de 2017

Música: Ligação Harmônica entre todos os Seres Vivos

Por: Elienae Maria Anjos

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Tenho tido o privilégio de acompanhar a performance sensível do ator Freddie Highmore na série Bates Motel. Não o conhecia tão bem assim antes, mas todas as vezes que meus olhos alcançam sua interpretação, tudo, tudo o que está ao redor dessa história de suspense se evapora simplesmente pela presença marcante em todos os episódios em que ele entra em cena, seja ela cômica, dramática, sensível ou aterrorizante, encarnando o personagem Norman Bates.

Como é possível perceber, me tornei fã de seu trabalho e esta admiração sempre nos leva a pesquisar sobre a vida e a obra daquela pessoa que nos encanta tanto. Dentre tantos filmes que não citarei nesse momento, escolhi assistir, por conta do título, um longa-metragem que ele encenou em sua adolescência chamado O Som do Coração (August Rush 2007). Confesso que em quase uma hora e cinquenta e cinco minutos de duração, poucas foram as vezes em que eu não me senti no país das lágrimas, tamanha sensibilidade se fez presente no personagem principal que ele pôs vida, movimentos singelos e interpretações ricamente magníficas!

“Sabe o que é música? Ligação harmônica entre todos os seres vivos.”

A trama logo no inicio nos hipnotiza diante da maravilhosa fotografia sobre o comum e incomum presente na natureza e na vida urbana, mas, o que realmente chama a atenção nas filmagens e nos conduz a entender este filme não se encontra em belas imagens, nem em falas demoradas e muito menos longas sequências, pois o fio condutor está no som, sim, no som que sai de uma partitura musical ou dos toques, estalos, passos e batidas que tomam corpo e vontade própria durante os dias que vivenciamos e nem sequer damos atenção a sua existência quando isso acontece em nossa vida cotidiana. Esse é o som que se faz presente em tudo e todos, não importando de que forma aconteça. Inanimado ou animado, a orquestra harmonicamente guia nosso olhar e compreensão pela história, através de vibrações musicais de um instrumento, das cordas vocais ou magnificamente nascendo dos sentimentos, intenções e atitudes que acontecem na vida de Evan Taylor (Freddie Highmore) e de todos os outros personagens.

“Ouça! Consegue ouvir? A música? Eu consigo ouvi-la em qualquer lugar… No vento, no ar, na luz… A música está em tudo ao nosso redor. Tudo o que temos que fazer é ouvir.”

A música é livre, não há força humana que consiga algemar sua liberdade e nem impedir que seus efeitos aconteçam nas vidas tocadas pela sua harmonia que produziu coragem, vida e capacitou e fortaleceu a fé do sensitivo músico autodidata Evan, um menino que há 11 anos espera ser encontrado pelos seus pais verdadeiros e por isso nunca se permitiu desistir ou fracassar, para isso a música que sempre fluiu de seu corpo e mente, fez parte constantemente na regência dos seus sonhos e de sua esperança.

“O que você quer ser quando crescer?

— Encontrado!”

Temos nesse filme uma mistura das realidades, da fantasia e de um conto de fadas moderno usando da sensibilidade invisível que há na música para impactar nossos corações tocando em assuntos que estão se apagando diante de nossa visão e audição que anda tão saturada de apedrejamentos pelas durezas que nos são impostas em nosso dia-a-dia.

Através da peregrinação do personagem Evan, me envolvi e sofri assistindo os casos que ele conheceu sobre abandono em todos os lugares sombrios que passou, vi vidas desabando vivendo em prédios destruídos, porque desistiram de si mesmas, passando também a morar pelas ruas, matando sua fome e seus sonhos em troco do nada. Sofrimentos ensurdecedores que de tanto sufocamento emocional na alma e em seus ouvidos não sabem mais encontrar a verdadeira música de suas vidas, porque se acostumaram aos sons que paralisam a autoestima através de palavras negativas e gestos destruidores.

Se tornaram surdos emocionais, não sabem mais distinguir o som que nos reveste de força e de vida para que não desistamos de nós mesmos. Essa música essencial, nada mais é do que a melodia de Deus que precisa encontrar uma audição aberta para ser cantada conforme a necessidade, pois só Ele pode entoar aos nossos ouvidos de uma forma totalmente especial e sobrenatural, e assim Ele fez na vida de Evan, porque a fé nunca faltou no coração desse menino e força sempre esteve presente através do som que flui do seu coração e o guiou ao encontro do que ele mais almejava começar a viver…

“A música é um lembrete que Deus nos deixou de que existe algo além.”

Se ainda não viu, que você dê uma chance ao seu coração de sintonizar suas emoções nesse sensível e brilhante filme.

Como estamos refletindo também sobre a música, além de recomendar o filme eu não poderia deixar de compartilhar com vocês a maravilhosa trilha sonora, então, aquele que tem ouvido ouça com a alma e com o coração essas tão lindas canções:

Trilha Sonora do Filme O Som do Coração (August Rush):

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Sobre o autor

Elienae Maria Anjos

Uma criança-mulher que não quer deixar de crescer na sensibilidade. Que brinca com seus lápis e tintas nas telas palpáveis e visionárias do emocional. Que aprendeu a escrever nos papéis virtuais o que só o diferente entende. Amiga dos livros físicos e humanos. Amante dos pensamentos. Eterna admiradora da Sétima Arte. Apaixonada por lágrimas e sorrisos. Mãe de cinco gatos. Enfim, habito dentro do refúgio que há em minhas escolhas e em tudo o que escrevo, que vai além do meu infinito, mas, em minha varanda emocional há um espaço para quem queira se aproximar...

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