terça-feira, 20 de junho de 2017

O peso das nossas relações

Por: Lucas S. Ferreira

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O peso das nossas relações

Pense nas coisas que você exige dos outros.

Seja honesto com você mesmo, e pense naquilo que você tem certeza

que os outros deveriam fazer por você

Será que você é daqueles tipos de pessoas que pensam:

“Ou faz agora ou não precisa fazer mais!”?

Ou será que você tem certeza que seus amigos têm que estar disponíveis em todos os momentos que você precisar deles, afinal de contas, você sempre está disponível pra eles?

Ou talvez seus pais precisam suprir todas as suas necessidades e fornecer tudo aquilo que você quer, seja no âmbito material ou emocional, porque você não teve culpa de nascer e eles são obrigados a fazer tudo?

Pode ser que no seu relacionamento amoroso você esteja esperando que o seu parceiro lhe supra em todas as suas carências e necessidades, tapando todos os buracos que a vida lhe fez, porque afinal o que importa em uma pessoa é o que ela pode fazer por você… o que importa nessa relação é que minhas necessidades sejam supridas. As minhas!

Qual é peso das suas relações?

O que você tem esperado e exigido que os outros lhe façam?

Qual a responsabilidade que você espera que alguém assuma ao se aproximar de você?

Nenhuma.

Se tudo que você faz em seus relacionamentos seja baseado naquilo que você precisa suprir, tudo não vai passar de perda de tempo e frustração. E a culpa não é dos outros não, a culpa é inteiramente sua.

Se ao procurar por alguém que possa permanecer ao seu lado, você está procurando por alguém que contenha coisas que possam tapar os seus buracos, azar o seu, pois vai dar tudo errado e você vai estar perdendo a chance de conhecer pessoas maravilhosas que não são da forma que você idealizou dentro da sua mente.

O mundo é diferente daquilo que você quer.

As pessoas são muito diferentes daquilo que você espera. E elas estão certas porque ninguém tem como missão na vida ser aquilo que você deseja…

Quer algumas regras básicas?

1 – Exija menos. Na verdade não exija nada! Aceite aquilo que os outros podem lhe oferecer dentro das possibilidades deles, e se eles tiverem que fazer algo por você que seja algo inesperado e sem cobranças;

2 – Dê uma chance para as pessoas, porque ai você começa a ver que elas são tão pessoas quanto você, e que erros existem e que todos têm suas limitações e suas possibilidades.

3 – Seja uma pessoa que as outras pessoas queiram estar perto.

É difícil tudo isso?

É. Se fosse fácil todo mundo seria e perderia a graça toda.

Mas é necessário cuidar de si mesmo, para que depois você venha a pensar em cuidar/estar com outra pessoa.

É mais fácil mudar a si mesmo, é tarefa esgotante tentar mudar alguém, se é que isso é possível, porém você pode tentar sendo um exemplo, uma referência.

Tomara que seus relacionamentos não sejam pesados, pois é um saco ter que acordar de manhã e ver quem você não quer ver ou se encontrar com aquele amigo que parece um fardo, uma cruz que você deve carregar.

Mude devagar, como se arrumasse uma casa para a qual acabou de se mudar, vá aos poucos, escolhendo os melhores lugares para colocar seus melhores pensamentos, procurando onde existe mais luz para que coloque o que mais te agrada e achando um lixo para jogar fora o que não presta mais.

Melhor fazer isso do que passar a vida toda amargurado por não ter conseguido das pessoas aquilo que você queria.

Sempre se faça a pergunta:

“Será que eu sou uma pessoa que alguém gostaria de conhecer?”

No fundo você sabe a resposta…

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Sobre o autor

Lucas S. Ferreira

Mineiro, Psicólogo por formação, escritor por insistência, desenhista por hobbie e pianista por não ter mais o que fazer!

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