quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ainda há esperanças para um Brasil desesperançoso?

Por: Geylson Rayonne Cavalcante

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Classificar pessoas não é identifica-las. Valorar suas condutas não é defini-las. Entre a linguagem e a comunicação há um abismo. Tempos difíceis. Tempos de submissão. Não é fácil entender o que há muito vem ocorrendo em nossa sociedade, essa proliferação de discursos automáticos voltados à ruptura institucional que inviabilizam os avanços da democracia. Primeiro, quebraram a moral de nossa nação, depois, romperam com a esperança de um país melhor, colocando, de forma arbitraria, no comando de nossa República, um excremento, um ser medonho que nada tem a nos oferecer a não ser deformidades legislativas.

Quando seremos capazes de olhar para o Brasil e enxergar a forma sistêmica de administrar a coisa pública? Não há prazo para que isto ocorra. Por quais razões? Enquanto os fracos governarem os fortes não haverá evolução, tampouco, construção. Assembleia Constituinte. Constituição Federal. Para quê? Para quem? Não há mais juízes em Berlim. Prova disto? Tribunal Superior Eleitoral. E a moralidade: não temos motivos para defendê-la. Plutocratas a escrevem e empurram goela abaixo de um povo os modos de estruturação normativa de um determinado circuito social.

Rompemos com mundo, rompemos com o saber. Pactuamos com a ignorância. Somos reflexo do fingimento. Lembro que, em um determinado vídeo que se encontra no youtube.com, o catedrático Clóvis de Barros Filho nos rememora que “nosso país fora governado, sempre, por pessoas que tem curso superior e, foi justamente nas mãos de quem não tem curso superior que as coisas vierem a melhorar”. Referindo-se ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, estadista que tanto fez por nossa nação. Para onde estamos indo? O que estamos fazendo? Por quais razões os avanços pararam? O burguês, juntamente com o restante da caterva, só se satisfaz com o sofrimento da infraestrutura que dá base para o sustento da sociedade.

Estará tudo perdido? O cidadão, o trabalhador, o estudante, os negros, o movimento LGBT e as mulheres junto com o feminismo não podem ficar à mercê de injustiças, é necessário lutar para revolucionar. Mas, essa luta tem como arma a razão, pois a formação horizontal da vontade política, orientada para o entendimento ou para o consenso alcançado argumentativamente, deve mesmo gozar de primazia, seja geneticamente, seja de um ponto de vista normativo (HABERMAS, 2002, p. 40).

Há de se ver que não é quebrando tudo que os problemas encontrarão solução. É preciso pensar e agir racionalmente, mantendo a lucidez no debate que envolve a esfera pública, tendo em vista que, somos uma sociedade organizada sistematicamente, que possui regras que pautam as relações, vislumbrando, a principio, os fatores externos que contribuem para a renovação institucional que tanto precisa o Brasil. Para que isto ocorra, precisamos reconhecer direitos e deveres, tanto em nós quanto nos outros, pois é colocando-se no lugar de alguém que compreenderemos os moldes que valoram nossa capacidade de entender e de ser entendidos, enquanto sujeitos de direito.

Sem comunismo. Sem fascismo. Sem reducionismo. Democracia não é tirar por questões exíguas uma estadista eleita de forma legítima e colocar um farsante em seu lugar. Ser democrático é entender que todo governo está sujeito a falhar e a acertar, porém, depende de nós, com nossa formação moral e cultural, viabilizar a evolução social de nossa nação.

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Sobre o autor

Geylson Rayonne Cavalcante

Um substrato do universo.

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