sábado, 5 de agosto de 2017

Carta às Mulheres

Por: Laís Sales

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Fomos ensinadas desde pequenas a ser mulher, de modo que cuidado e afeto foram companhias de todos os nossos dias. Recebemos logo uma boneca, um “bebê” para cuidar, panelinhas para produzir alimentos. Fomos convidadas a cuidar e alimentar, basicamente o tempo todo. Nos conduzem, desde o início a pensar no outro, mas quem se lembra de nós, quando nós próprias colocamos os outros acima de nossa própria existência?

Arquetipicamente, a figura da mulher está associada ao cuidado e ao alimento. Enquanto o homem saía para a caça, ficávamos na aldeia providenciando o alimento e cuidando dos que nos cercavam. Mesmo quando a humanidade não concebia a ideia de família, antes de existir um entendimento sobre como a mulher engravida e antes que houvesse a palavra “pai” e “criança”, já havia a figura da mãe, ainda que a educação da criança fosse compartilhada pelo coletivo.

Milênios depois, aqui estamos nós desafiadas dia após dia a conciliar quem somos com o que nos foi imposto. Agora, não apenas cuidamos e alimentamos, mas saímos para trabalhar, estudamos, enfim, construímos também uma vida lá fora. Mas, existe vida aqui dentro? E, o interessante, é que quando somos as únicas a ter vida dupla, as tarefas de casa, o cuidado com os filhos e marido, nos mínimos detalhes e nos grandes, passam despercebidos. Pois, os outros estão habituados a que na hora de comer, a comida esteja pronta, ao sair, a roupa esteja lavada, passada e no armário, que a casa esteja limpa e cheirosa.

Ou seja, a vida interior que se poderia cultivar, na realidade se torna mais uma vida para o externo. Mas, existe vida aqui dentro? A casa sempre foi lugar de vivências interiores, mas quando as tarefas dominam a alma, como desatar as correntes?

Hoje, o desafio da mulher é ser. Ser ela mesma, sair dos padrões impostos, mergulhar dentro de si, redescobrir-se, olhar-se um pouco mais no espelho, dar-se a mesma importância que dá ao outro, não esquecer de si mesma, desafiar-se a ser a melhor versão de si, porque tarefas vão sempre existir, afinal, a vida é um grande exercício, mas só tem graça quando nos percebemos vencer cada obstáculo, e para que isso aconteça, precisamos manter desperta e liberta a alma.

O convite que faço hoje, é que você, mulher, desperte para a vida psíquica e possa perceber ligação entre esta e sua vida exterior, pois na realidade, são uma coisa só. Uma vida exterior abundante mostra o quanto a interior foi deixada e vice e versa. Que sua vida seja una. Uma unidade na qual seu ser se realize!

 

Psicóloga Laís Mendes S. V. Sales

CRP: 05/49777

Contato: (whatsapp/oi) 21 98784-7294

(vivo) 21 99834-8387

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Sobre o autor

Laís Sales

"Apenas uma gota no oceano da vida"

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