domingo, 5 de novembro de 2017

Sobre fins que nos fazem recomeçar

Por: Ana Santana

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A mudança é assustadora. Às vezes ela é um monstro enorme e indomável, tantas outras é um monstrinho que a gente enfrenta rápido. Mas independentemente do tamanho ou intensidade, é mais do que normal que, ao sair da nossa zona de conforto – que algumas vezes de confortável não tem nada – nos sintamos assustados e inseguros mesmo. A gente não sabe o que nos espera, como vai ser, como agir ou reagir às novas sensações, situações e momentos.

Como e quando essa mudança acontece também é algo que foge do nosso domínio. Conheço pessoas que esperam há anos que algo que anda desajustado se ajuste em sua vida e outras que em pouco tempo teve a vida revirada de cabeça para baixo. Umas escolheram mudar. Outras foram obrigadas, viram-se em um beco sem saída. Mas o que eu quero dizer com todo esse papo sobre mudar e mudanças é que não importa quais sejam, não importa se a gente escolheu ou não, fechar ciclos e, consequentemente, experimentar mudanças, é algo que vai acontecer em nossa existência sempre.

E eu quero te falar que não precisa se desesperar. O que você acha ser o fim domundo, do seu mundo, é o recomeço. É a vida te dando oportunidade de repensar, reviver, (re)amar e remar para novos lugares, ares e lares. É seu interior tendo a oportunidade de se refazer. É você tendo a chance de se olhar no espelho e ter a coragem de fazer aquilo que sempre quis fazer ou que nunca se imaginou fazendo. Mas faz., Mas vai. Porque se você para nesse momento em que tudo parece ter desandado, você deixa de experimentar a deliciosa e necessária sensação de recomeçar. Nem sempre o recomeço precisa acontecer do zero, ele só precisa te fazer pegar rumos que te tragam a paz e te devolvam a delícia que é viver e sentir-se vivo.

Não importa se foi o relacionamento que acabou. O emprego que não durou. A faculdade que não te agrada mais. O cabelo que não te faz mais bem. A cor da sua casa que já te enjoou. Não importa. Das coisas mais banais às mais sérias, chega uma hora que elas mudam. Terminam. Vão-se. Chega uma hora que a gente precisa soltar a corda e parar de ferir as mãos querendo segurá-la. As feridas irão cicatrizar. Vai por mim. Tudo vai se ajeitar. Mas você precisa ter coragem e acreditar que muitos fins nos fazem, na verdade, recomeçar.

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Sobre o autor

Ana Santana

Pernambucana por naturalidade, baiana por amor, estudante de psicologia, intensa, indecisa e escorpiana. Escrever é fazer minha alma respirar e meu coração suspirar.

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